Tudo acontece na Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará...

"Paisagem de Sabará" (1950) de Guignard, acervo do MASP

Estamos por volta de 1772. A extração do ouro está diminuindo, mas a Vila Real continua sendo palco de eventos importantes. Está sendo terminada a capela da Ordem Terceira do Carmo do Sabará, com a participação de mestre Antônio Francisco Lisboa. Um acontecimento aparentemente menor encobre um grande mistério. Desapareceu da sacristia do Carmo uma imagem de São José de Botas.   Leia um capítulo do livro...


Cenários do livro

"Mas, a verdade é que continuávamos sem entender por que cargas d’água alguém entraria na Igreja do Carmo para furtar uma imagem quase insignificante de São José de Botas, feita em madeira lá nas terras do Rio das Mortes." (Do capítulo 1)



"O padre Sarmento propôs que fôssemos à minha oficina, no largo atrás do Chafariz do Kaquende. E, por falar nisso, eu gosto muito daquela frase inscrita no próprio, em latim, o que atesta a nossa universalidade: Populum Sabarensis Donatio Anno Dominum 1757." (Do capítulo 13)





"Perguntei, sôfrego, como poderia encontrá-la o mais rápido possível, em algum canto discreto, longe dos olhares curiosos das gentes da Vila. Ela me disse que a encontrasse à noitinha, lá bem ao lado da Igreja das Mercês onde iria com algumas escravas levar flores." (Do capítulo 10)


" ... na Igrejinha do Ó, pela qual o Teles e dona Amélia tinham grande afeição, desde que a mais velha de suas filhas ali se casara numa tarde quente com um jovem garboso vindo do Rio de Janeiro, que a levara embora, tiveram quatro filhos, e nunca mais voltaram."  (Do capítulo 15)

Nas ruas de Sabará

Este é o título de um livro infelizmente raramente encontrado, de autoria da professora sabarense Maria de Lourdes Guerra Machado, e que conta muitas histórias da cidade. No livro "Sabará 18" são mencionados nomes antigos de vielas e becos da Vila Real, como eram denominadas no século XVIII. Há o seguinte trecho no capítulo 10 do livro: "Nós aqui, e em Vila Rica, Caeté, na Vila do Príncipe, em Mariana, por todo lado, temos nomes mais prosaicos para dar às vielas e caminhos. É a rua do Fogo Apagou, é o largo das Mamoneiras, rua da Cadeia, das Taiobeiras, das Bananeiras, ladeira do Tangará, beco do Rezende."

Já leu o livro "Sabará 18"? Teste aqui

Responda, sem pensar muito: qual o nome do personagem do livro "Sabará 18" que funciona como uma espécie de narrador em muitos dos capítulos, e fala sempre na primeira pessoa? Para saber a resposta clique aqui.

Comentários sobre o livro...


"Uma coisa é conhecer em linhas gerais a história de uma determinada região e época, outra coisa é vivenciá-la através de um romance com uma trama absorvente."
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"Depois de vários livros, o autor teve um início muito auspicioso no campo da ficção. Este livro mostra que ele realizou um trabalho profundo de pesquisa histórica, tanto de Sabará quanto dos caminhos do ouro e das pedras preciosas até o Rio de Janeiro. Usou as técnicas e os ingredientes hoje necessários para prender a atenção do leitor. Minha expectativa é que ele nos brinde logo com mais um bom livro." 
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"A trama nos transporta para a cidade do Sabará do século 18, ora na primeira pessoa do singular, na palavra do seu protagonista principal, um simpático, divertido e irreverente observador - e participante - dos acontecimentos; ora na terceira pessoa, na voz de um narrador que nos apresenta outros fatos importantes sobre o enredo e, sem qualquer pedantismo, traz ainda detalhes históricos e geográficos importantes para a compreensão da época e do contexto dos relatos."
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"O autor conduz o leitor ao passado com uma tal intensidade que eu me senti vivenciando a história."
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"A personagem que mais me atraiu neste livro foi a Minga."
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"Beleza, Mestre. Delícia pura. Pensar, bolar, criar, escrever nesta gostosa língua brasileira, o maior e melhor legado que os perós trouxeram para este lado do Atlântico... Teu livro é uma bela demonstração de destreza na arte de escrever, a gente chega ao fim com sabor de quero mais. Vai ter?"
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